Aos 18 anos, Adriana Mattos, gerente sênior de gestão do tráfego aéreo da SITAONAIR – subsidiária da SITA, de tecnologia para a indústria aérea, se tornou controladora de tráfego aéreo no CINDACTA 1, em Brasília. Hoje, com mais de 30 anos de atuação na área, pode-se dizer que Adriana foi umas das pioneiras em um segmento que ainda é dominado pela presença masculina. Apenas 3% dos postos de direção na indústria aérea são ocupados por mulheres na América Latina, segundo Beatriz Gasca, executiva de RH da Aeroméxico.

Para promover discussões a respeito do incentivo à participação das mulheres na aviação na América Latina, e reconhecer as pioneiras que trouxeram contribuições históricas para o setor, o IBAS (International Brazil Air Show) realiza o seminário Women in Aviation, no dia 29 de março, no Aeroporto do Galeão, Rio de Janeiro. O seminário é destinado a autoridades de governo e mulheres de diversos setores da aviação, como pilotas, comissárias, mecânicas aeronáuticas e técnicas de manutenção, empreendedoras, administradoras de aeroportos, engenheiras e instrutoras, entre outras.

As mulheres alcançam importantes funções no quadro da SITA. O melhor exemplo é o de Barbara Dalibard, que ocupa o cargo de CEO. Barbara veio da SNFC (Companhia Francesa de Estrada de Ferro / National French Railway Company), que faz parte da lista de 500 companhias bem-sucedidas da Fortune, onde atuou como CEO da área de passageiros. Antes da SNFC, passou sete anos na Orange Business Services como CEO e Presidente. Barbara passou a maior parte de sua carreira na France Telecom, onde ocupou uma variedade de cargos de gerência sênior e foi responsável pela criação de nova Internet e ofertas de serviços móveis. Com nacionalidade francesa, Barbara tem mestrado em Ciência e Engenharia pela Telecom ParisTech, e Mestre em Matemática pela Ecole Normale Supérieure, ambos com sede na França.

“Eu tenho uma paixão por inovação e colaboração, e também por mulheres na tecnologia. A SITA possui grandes exemplos de mulheres na liderança do nosso crescimento e quero contribuir para suas conquistas”, diz Barbara.

Cristiane Dart, gerente sênior de marketing da SITA para a região Américas, atua há 17 anos na companhia. Ao longo desse período, Cristiane já passou por situações inusitadas. “Percebi que internamente a língua era apenas um detalhe – as pessoas entendem diversos sotaques e maneiras de expor. Mas para falar com tantos clientes, tive que aprender rápido para entender como falar com cada país latino, dentro de cada particularidade. Quando comecei, eram poucas as mulheres que trabalhavam na região e que tinham contato direto com os clientes. E o meu nome não é comum, em países da América Latina, apenas no Brasil. Em contrapartida, a versão masculina é muito comum. Por várias vezes, fui confundida e tratada como um homem, nos emails e até no telefone! Dei boas risadas com um cliente mexicano que ficou perplexo ao me conhecer. Após anos no mercado, não tive mais esse problema. As redes sociais também ajudam a evitar esse tipo de confusão”, conta Cristiane.

Para Tatiana Medeiros, gerente de operações de RH da SITA Américas e há 15 anos na empresa, trabalhar no setor aéreo é um grande aprendizado. “Entrei na SITA como estagiária. Ao longo desse tempo, pude conhecer mais de 20 países e vivi histórias em diversos lugares do mundo”, diz.

A rotina de Cintia Scafutto, diretora de operações e serviços para América Latina e Caribe na SITA, é um desafio constante.  “A SITA está envolvida com projetos grandiosos em todo o mundo. Quando ocorre um desastre natural, por exemplo, fazemos um trabalho junto aos operadores aeroportuários para proteger equipamentos, reduzindo os danos materiais, e trabalhamos fortemente para retornar o mais rapidamente possível às operações normais. Nosso objetivo é garantir disponibilidade e alta qualidade de nossos serviços”, conta.

A diretoria jurídica da SITA na América Latina também está a cargo de uma mulher. A advogada Tatiana Arima, há dez anos na empresa, jamais imaginou atuar na indústria aérea. Hoje, acompanha o setor de perto e fica orgulhosa do crescimento da presença feminina.

A SITA possui 1.076 mulheres em seu quadro, no mundo, sendo 331 nas Américas. Dessa fatia, 9% estão na América Latina.